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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Apostas e Dispensas - PORTO

Afinal há mesmo super-heróis

Apostas:
  • Iturbe - deve jogar muito, mas mesmo muito mais. O "mini Messi", ainda que - muito provavelmente - nunca chegue ao nível do astro argentino, tem obviamente imensa qualidade. Bem sei que o resguardaram para não ficar com tiques de vedeta nem sucumbir à pressão, mas não acham que exageraram? O rapaz tem de jogar para poder evoluir - e a próxima época pode afigurar-se como ideal para fazê-lo.
  • James - sim, foi titular; sim, foi um dos grandes destaques desta época. Mas nunca foi titular indiscutível e a sua regularidade está longe de ser brilhante. Talvez um treinador melhor que Vítor Pereira consiga espremer o sumo todo que o nosso menino prodígio - sem dúvida o melhor jogador jovem do campeonato - tem para dar.
  • Atsu - é fazê-lo voltar já para a próxima época, este rapaz foi o melhor de todos os jogadores emprestados pelos dragões esta temporada! Muito talento e regularidade impressionante para quem tem apenas 20 anos - e é um produto da formação.
  • Alex Sandro - a mais que provável saída de Álvaro Pereira abrir-lhe-á as portas da titularidade, que agarrou com unhas e dentes já na ponta final do campeonato. Um diamante em bruto: ainda precisa de crescer, mas o talento está todo lá - é só apostar nele com regularidade.
  • Danilo - não percam mais tempo a procurar novo lateral-direito. O jovem brasileiro diferencia-se do compatriota do lado oposto da defesa por um factor muito importante nestas andanças: a maturidade. Para o ano, verão o nosso novo "2" a partir a loiça toda! O número mítico só serve aos melhores...
  • Walter e Janko - traz-se o Bigorna de volta e mantém-se o gigante austríaco. Marc tem muito mais para dar e o brasileiro vai mostrar quão melhor é que Kléber. É só darem-lhe confiança... e tirarem-lhe uns quilinhos. Força, Walter! Don't leave us, Janko!
  • André Castro - TEM de ficar no plantel para a próxima época! Um talento destes não pode ser desperdiçado! Ponto! E como sonha vê-lo, dentro de um ou dois anos, envergar a braçadeira de capitão... Isso sim era bonito!
Dispensas:
  • Vítor Pereira - chamem-lhe maldade, falta de esperança ou incredulidade. Eu chamo-lhe algo muito simples: o homem não tem calibre para o meu clube. Um primo meu benfiquista disse-me um dia destes: "a melhor contratação do Benfica este ano foi o Vítor Pereira". Mostrou tomates na Luz? Sim, é verdade. Mostrou que era o treinador mais disposto a vencer quando trocou o Rolando pelo James e o Moutinho por mais não sei quem. Porém, esse foi o seu único rasgo de génio durante toda a época no banco do Futebol Clube do Porto. E a humilhação frente ao APOEL? E a eliminação frente ao Zenit? E não ter inscrito o Walter na Liga dos Campeões? E a eliminação da Taça de Portugal frente à Académica, penúltimo classificado do nosso campeonato? E...? E...? Demasiadas coisas más para um técnico que quer ganhar num clube duas vezes campeão europeu e muitas mais vezes campeão nacional. Safou-se esta época, é verdade. Mas safar-se-á na próxima...? Creio que não.
  • Kléber - a partir do momento em que um comentador português inventa a expressão "recepção à Kléber" para descrever o fenómeno de se meter o pé à bola e esta ir parar dois metros à frente do jogador, algo está muito errado. O rapaz nem é mau jogador - simplesmente não é ponta-de-lança. Falta-lhe o faro, o oportunismo, a velocidade, a reacção... basicamente tudo o que um bom goleador deve ter! Quantas vezes já o vimos não perceber uma trajectória absolutamente óbvia ou não antecipar um passe de morte? Quantas vezes já o vimos - ou melhor, não o vimos à boca da baliza para encostar para golo? Quantas vazes já o vimos perder em velocidade para os defesas? Quantas vezes já o vimos partir para a bola depois dos defesas, simplesmente porque não teve esperto no cabeço para compreender que o extremo ia, obviamente, fazer aquele passe?! Talvez seja um bom médio, quem sabe? Mas ponta-de-lança é que não é - e suspeito que nunca o será...
  • Rodríguez - o extremo uruguaio já deu o que tinha para dar - o que, diga-se, foi muito pouquinho... Já está no seu país a tratar do futuro e há muito se tornou óbvio que o Porto não fazia parte do seu futuro. Ainda assim, até gostava dele. Não era um jogador regular, muito menos nas suas aptidões: naqueles dias em que parecia ter os pés, faltava-lhe a cabeça; nos dias em que parecia ter recuperado os miolos, as botas não correspondiam. Porém, tinha muita energia e vontade de vencer, vendendo sempre cara a derrota. Todos nós, Portistas, agradecemos o teu inconformismo. Boa sorte, Cebola!
  • Álvaro Pereira - o Palito há muito que está com a cabeça noutro lado. Contudo, há que elogiar o profissionalismo com que encarou a transferência gorada para o Chelsea no Verão passado. Sempre jogou bem e deu o máximo pela equipa - até àquele fatídico jogo com o Braga em que, mais grave que a reacção à expulsão, foi a exibição a roçar o ridículo. Podes ir, Álvaro, e que tenhas muito sucesso no teu próximo clube. E que nunca te esqueças da equipa que te levou à glória - que nunca te esqueças de nós.
  • Fernando - quanto ao Polvo, estou na dúvida, mas se quiser mesmo ir, que vá: grande parte do Campeonato 2011/2012 foi graças às suas exibições a roçar o ridículo... de tão superiores que eram a todos os outros trincos em Portugal. Um dos melhores médios defensivos a actuar em toda a Europa tudo nos deu - e tudo merece.
  • Djalma - mas o que é que o angolano faz aqui, exactamente? Tem cabeça e criatividade, é um rapaz até muito inteligente a jogar - mas os pés, coitadinhos, não têm a mesma pedalada e acabam sempre por deixar mal este africano de grande raça e muito querer.
  • Rolando - ou o cabo-verdiano se conforma com ser terceira opção - ou quarta, pois Mangala ameaça passar-lhe à frente - ou adeuzinho e um muito obrigado. Dispensamos os teus serviços, rapaz. Foste, sem dúvida alguma, um dos piores activos do Porto esta temporada.
  • Hulk - o super-herói do meio da temporada não estava a ser lá muito Incrível, mas quando mais precisámos dele... lá ficou verde e ajudou-nos a ganhar meia-dúzia de jogos fundamentais para a conquista do título. Esta vitória fica com selo especial do Verdocas, James e Fernando, para mim as peças mais importantes do puzzle 2011/2012. Gostava que não se fosse embora, mas se for esse o seu destino... UM ENORME OBRIGADO AO HULK POR TUDO O QUE NOS DEU!!! ESTE SIM, É MESMO INCRÍVEL!!!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Taças Tugas




FC Porto - Estoril. Num jogo bem disputado e em que o Porto dispôs de inúmeras oportunidades mas concretizou apenas uma. Bolas aos postes, para as couves ou defendidas de forma incrível pelo guarda-redes adversário, a vantagem acaba por ser magra, tendo em conta o caudal ofensivo dos dragões.

Contra o Vitória de Guimarães, há que marcar, finalizar com maior acerto, ou os azuis-e-brancos poderão estar em maus-lençóis. Ainda assim, foi um jogo interessante de se ver. Kléber voltou a demonstrar inépcia, Varela é o reforço de Inverno e James continua a ser o melhor de um grupo órfão de Hulk, juntamente com o herói de ontem, o Palito Álvaro Pereira.

Bracali: é substituto à altura de Helton;
Maicon: continua a ser aposta segura mas insuficiente para altos voos; Danilo ainda não jogou; 
Otamendi volta a impor-se,
Mangala: tem de recuperar a forma física;
Álvaro Pereiralembram-se do anúncio das pilhas Duracel? Este rapaz é assim: corre, corre, corre... e volta a ser o GRANDE Álvaro Pereira, o herói da banda esquerda, o motor da glória portista.
Souza: agradou-me muito, até deu uma perninha no ataque (para o qual tem talento, diga-se);
Moutinho: esteve bem sem estar brilhante;
Defour: esteve bastante ausente; 
Varela: ressuscitou, mas tem ainda um longo caminho a percorrer;
Kléber: esteve em campo?
James: saiu na altura em que era o grande dinamizador do ataque e quase marcava;

Cristian Rodríguez: é habilidoso, mas falta-lhe cabeça; ainda assim, abanou o jogo;
Belluschi: começa a irritar, tem pés e cabeça para muito mais;
Iturbe: o jogo correu-lhe bem e animou os adeptos com duas acções, uma de garra e a outra de talento.



Benfica - Santa Clara. Jogo algo aborrecido, com poucas ocasiões criadas, mas no qual as águias foram justas vencedoras. O grande destaque foi a estreia do jovem Nélson Oliveira no que toca aos golos, baptismo merecido pelo jogo que fez. Num desafio em que a maioria dos titulares revelaram inépcia para chegar à vitória, as substituições efectuadas revelaram-se decisivas.

O Benfica apresentou um onze recheado de suplentes, mas estes revelaram-se incapaz de superar o Santa Clara, presenteando-nos um jogo rico em péssimas recepções de bola, passes falhados e oportunidades desperdiçadas. O único da linha atacante que se salvou foi mesmo Nélson Oliveira, sempre o mais activo e inconformado, com passes de morte desaproveitados pelos colegas. Nolito foi ser o grande destaque pela forma como revolucionou o jogo.

Eduardo: jogo sem grande trabalho, ainda assim decisivo quando chamado a socorrer a equipa.
André Almeida: o talento está lá, precisa apenas de mais jogos e confiança.
Miguel Vítor: espanta-me que não ultrapasse Jardel nas escolhas de JJ, para mim seria o 3.º central.
Jardel: jogador fraquinho que se vai mantendo vivo nas opções do treinador; não comprometeu.
Capdevilla: jogo muito positivo; com a confiança do treinador, seria claramente primeira opção.
Javi García: um muro intransponível, grande jogador!
Gaitán: precisa de confiança e de ser mimado para voltar a ser o grande jogador que é;
Bruno César: jogou a 10, mas revelou enorme deficiência em inúmeros aspectos do jogo;
Matic: jogou numa das alas e convenceu, provando a sua polivalência e óbvio talento; saiu esgotado;
Saviola: tem de jogar mais, foi uma sombra de si mesmo - este não é Saviola, o craque;
Nélson Oliveira: mereceu o golo, pois foi o melhor em campo até à entrada de Nolito; talento enorme!

Witsel: marcou um golo e foi o médio que Bruno César não foi (mesmo tendo substituído Matic);
Rodrigo: entrou por Gaitán, uma nódoa, e ajudou a dinamizar o jogo;
Nolito: fez em 20 minutos o que Saviola não tinha feito em quase 70; foi claramente o melhor em campo, dando uma volta de 180º ao jogo e empurrando a equipa para a vitória; BRILHANTE.





Real Madrid - FC Barcelona. Ronaldo ganhou a Messi, Guardiola bateu Mourinho. No final, quem sorriu foram os catalães, que levam uma importante vantagem para a segunda volta, no Camp Nou. O técnico português pôs o autocarro e apresentou algumas surpresas. O treinador azulgrana manteve-se fiel a si mesmo. 

Carvalho cumpriu, provando mais uma vez ser um dos melhores centrais do Mundo. Pepe comprometeu, e de que maneira. Coentrão fez um bom jogo. Ronaldo foi o melhor jogador blanco, juntamente com Casillas. Destaque para a forma como o CR7 calou os críticos com um bom golo. Veremos se os merengues conseguem surpreender o Mundo com uma vitória no terreno do Barça, embora isso seja altamente improvável. Vamos acreditar que pode acontecer.



Não vi o jogo do Sporting, pelo que não posso comentar. Contudo, deixo aqui a minha opinião sobre o triste episódio do pénalti falhado pelo Bojinov:

Veio logo à lembrança de todos o caso de Sá Pinto e Liédson, em que o marcador oficial era o luso-brasileiro e o português se apropriou da bola e marcou ele a grande penalidade; o levezinho não festejou. Diferenças para o caso do 7 búlgaro: Sá Pinto concretizou a oportunidade; não era um lance determinate para o desfecho da partida, ao contrário da polémica mais recente; a intenção de Sá Pinto era distinta (para pior).

Assim, o que abona a favor de Bojinov (e denigre a imagem do irreverente Sá Pinto) é a intencionalidade da insubordinação. O português quis para si a responsabilidade de marcar o pénalti pela glória e orgulho pessoais; sempre foi esse o perfil dele. O búlgaro queria empurrar a equipa para a frente, levá-la a vitória, devolvê-la ao trilho dos triunfos; fazer as pazes com os adeptos, assumir-se como aposta importante, ajudar a equipa a reconciliar-se com o público. Quis carregar nos seus ombros o peso do Mundo, assumir-se como o líder que guia a equipa em direcção à luz. Falhou, mas arrependeu-se de imediatoDeve ser sancionado, como é óbvio. Mas também perdoado.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

OJOGO Online

Álvaro Pereira

Uns clubes têm os jogadores mortinhos por ir para o Génova ou outra equipa claramente inferior. Outros têm atletas que só se contentam com o melhor. Álvaro Pereira pertence ao FC Porto, um clube que se inclui no segundo lote - o lote dos Campeões.  Deixo-vos aqui uma entrevista dele presente em OJOGO online. Álvaro. Sem espinhas ;)


Álvaro Pereira

"Chelsea? Destino tem algo melhor para mim"

CARLOS GOUVEIA
Álvaro Pereira na intimidade. O uruguaio do FC Porto foi o convidado do programa "Trotamundos", de um canal de televisão uruguaio, em que abriu as portas da sua casa e foi um excelente embaixador da Cidade Invicta. O programa foi gravado em meados de Setembro, mas só agora foi para o ar. Entre outras revelações curiosas, o lateral falou do negócio falhado com o Chelsea, que chegou a oferecer 26 milhões de euros pelo seu passe. Antes, Palito contou como acabou no FC Porto. "Quando o campeonato estava quase a acabar na Roménia, falava-se muito que ia para o Benfica. Era notícia nos jornais todos e recordo-me que o Cristián Rodríguez ligou-me a perguntar se era verdade que estava tudo fechado com o Benfica. Eu disse que não. E ele perguntou se eu gostava do FC Porto e disse para ficar tranquilo porque me iam contactar do FC Porto porque já lhe tinham perguntado por mim", revelou.
O resto da história é conhecido: Álvaro Pereira assinou mesmo pelos dragões e assumiu a titularidade no lado esquerdo da defesa. No final da época passada, em que o clube ganhou quase tudo, o mercado agitou-se para os seus lados por causa de uma oferta do Chelsea, que não convenceu Pinto da Costa. "Claro que um jogador fica contente quando um clube tão importante mostra interesse em nós. Mas se as coisas não aconteceram foi por alguma razão. Acredito que o destino tem algo melhor guardado para mim. Não vejo a situação como algo negativo na minha carreira", atirou, numa altura em que volta a falar-se do interesse dos blues.
Palito recorda que até ao fecho do mercado viveu alguns momentos de angústia, não pelo falhanço das negociações, mas pelo que foi dito sobre si. "A Imprensa aqui escreve coisas que são impensáveis na América do Sul como quanto ganha um jogador, as percentagens dos passes, os prémios por vitória. No meu caso, depois da Copa América não falei com a Imprensa de Portugal e inventaram uma série de coisas, que não queria jogar, que estava a forçar a saída, que havia mau ambiente no balneário, que os jogadores não davam ouvidos ao treinador. Se alguém os estava a informar, estava a informar mal", sublinhou, desvalorizando o facto de ter uma cláusula de rescisão de 30 milhões. "Cada um coloca o preço que quer. É dinheiro. Estou tranquilo e é bom saber que sou importante para o clube a esse ponto. Tenho que defender com tudo a camisola do FC Porto", concluiu.

"Clássicos com o Benfica não são uma festa"

Álvaro Pereira até tem boas recordações dos jogos com o Benfica, afinal foi contra o arqui-rival do FC Porto que festejou a conquista do último título nacional e que carimbou o acesso à final da Taça de Portugal. Porém, o defesa diz que esses são jogos muito complicados a nível emocional em comparação com os clássicos com o Sporting. "Contra o Benfica é diferente. É cabeça contra cabeça. É terrível, não é uma festa. Respira-se o clássico toda a semana e sente-se isso no relvado", contou. Sobre o FC Porto, só elogios. "Tem jogadores com muita técnica que privilegiam o futebol ofensivo e dinâmico. A maioria joga nas suas selecções. Além disso, a filosofia é ganhar sempre, conquistar títulos. Quando estamos a ganhar por 1-0 os adeptos querem mais, querem o 2-0 ou o 3-0, precisamente porque estão habituados a ganhar", explicou.


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O rapaz, que é um dos quatro melhores laterais-esquerdos do Mundo, calou-me. Que posso dizer sobre isto? Bibó Porto, carbalho! :D

O nosso 5 é dos melhores laterais do Mundo


P.S..: 4 melhores laterais-esquerdos do Mundo (para mim!): Marcelo (RM), Coentrão (RM), Clichy (MC) e Álvaro Pereira (FCP) :)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vamos Esquecer Os Últimos Cinco Minutos?

Dragões ganharam com justiça e boa exibição

Hulk foi o Homem do Jogo


FC Porto 3-2 SC Braga. O Porto, além de ter reforçado a garra e vontade que reaparecera no jogo da Champions, trouxe ontem outra novidade para os adeptos: bom futebol. Já sentíamos falta das fintas de Hulk, dos passes geniais de Moutinho, das correrias do Álvaro Pereira e dos cruzamentos milimétricos do James. Bem-vindos de novo, rapaziada! Ah, e é o 50º consecutivo sem na Liga sem perder!


Em equipa que ganha...
Vítor Pereira decidiu repetir o onze com que desfeitara as aspirações do Shakhtar a manter-se na Europa e fez muito bem. Entrosada, a equipa entrou em jogo com fome de bola e de golos. Contudo, surgia do outro lado um Braga que pretendia levar algum ponto, se não mesmo os três. E foram, de facto, os Guerreiros do Minho quem mais perto do golo esteve, em acções de contra-ataque. O Porto atacava mas não criava perigo e, depois, pecava na defesa. Os adeptos começavam a ficar com medo, mas por sorte tínhamos lá o Polvo e, como último recurso, o fenomenal Helton.
Djalma voltou a agarrar a titularidade, embora seja minha opinião que, embora seja muito esforçado, não tem talento para tal. Preferia ver a Cebolinha ou o Piu-piu Eléctrico a ver o rapaz PALOP. Maicon, apesar de não ter rotinas no lado direito, manteve-se a efectivo e realizou uma exibição muito positiva para o pouquíssimo andamento que tem naquela posição. Defour mereceu e justificou nova titularidade, assinando um jogo de requinte e trabalho; note-se que, sempre que o belga é titular, o Porto vence. Uma coincidência sustentada pela consistência que ele dá ao miolo.
A titularidade de Maicon - que esteve em bom plano, até melhor que em Donetsk - é um atestado de incompetência a Fucile e Sapunaru (este nem sequer foi convocado), tal como Hulk a ponta-de-lança é um enorme puxão de orelhas a Walter e Kléber, o primeiro tendo até ficado na bancada.
Gostei da garra. Por exemplo, aos 23', James voou com um movimento acrobático e em muito esforço para impedir que o Braga ficasse com a bola, entregando-a a um colega: uma demonstração da atitude que ele próprio diz ter mudado desde Coimbra (para o próprio, desde Donetsk). Outra imagem do que falo aconteceu aos 80', em que Cristian Rodríguez, penso eu, viu a bola ser afastada por um colega para a linha de fundo, mas não desistiu e, acreditando, correu, salvando a bola do pontapé de baliza e semeando imenso perigo na área braguista. Um aplauso à atitude destes catorze miúdos.

O Incrível Bandido e os 7 Anões
À medida que o primeiro golo portista se aproximava, os destaques da formação Invicta eram precisamente James, Defour, Moutinho, Álvaro e o incontornável Hulk, especialmente o colombiano, o internacional canarinho e o minorca português. De negativo, apenas os do costume: Djalma e Rolando.
O Porto atacava agora de forma mais esclarecida, mas o golo tardava em chegar. Até que, numa bela jogada colectiva, Defour descobre James na direita e este, retornando à era da genialidade e dos passes de mágica, cruza com conta, peso e medida para o Inrível fazer um golo... incrível! Só para que conste: Kléber - 1m88; Hulk - 1m80. Será assim tão difícil, Pinheirinho?
Com o golo marcado, o Dragão empolgou-se e procurou mais a baliza adversária. Num cabeceamento fulgurante, James - que foi, até ao segundo golo, o melhor portista - quase marcava, tendo o merecido golo sido negado por uma defesa sobre-humana de Quim, que já antes defendera uma cabeçada portentosa e colocadíssima de Rolando (jogada invalidada por fora-de-jogo). Mas o segundo não se demoraria.
Numa combinação entre Moutinho e Hulk, o Verdocas deferiu um remate absolutamente indefensável, marcando novo grande golo. Começara, agora sem quaisquer dúvidas, o recital do Incrível. Mais tarde, nova grande defesa do guarda-redes bracarense a investida de Rodríguez que por pouco não deu golo. Finalmente, o terceiro golo: Hulk, num lance pleno de serenidade, faz dos defesas minhotos gato-sapato e serve Kléber, que só tem mesmo de encostar. Outras ocasiões se seguiriam, mas nada de mais importante. Depois disto, só veio mesmo...

A bosta
Peço desculpa pela linguagem utilizada, mas não é para menos. Então depois de 80 e tal minutos de uma exibição bem conseguida, com três golos e quase quatro, solidez defensiva, ímpeto atacante, consistência, vontade e espectáculo como há muito não se via para os nossos lados, esquece-se tudo e sofre-se dois golos?? E dois golos de caca, diga-se. Um pénalti, pelo qual por pouco Hulk não foi expulso e uma jogada colectiva do Braga que nem sequer devia ter acontecido. Lamentável. Como Vítor Pereira disse (nem acredito que estou mesmo a citá-lo), "Gostei de tudo menos dos últimos cinco minutos". Está tudo dito.


O Porto Um a Um
Helton (0) - defendeu o que lhe veio parar às mãos, que até foi pouco.
Maicon (+1) - gostei, certinho a defender e atrevido a atacar; precisa de se habituar à posição.
Rolando (-1) - por que é que ele joga????
Otamendi (0) - benzinho.
Álvaro Pereira (+1) - o Palito voltou: piscinas, hiperactividade, rigor defensivo e ímpeto ofensivo.
Fernando (+2) - limpou tudo, desde o centro às alas, que grande exibição.
João Moutinho (+2) - guarda bem a bola, endossa-a com carinho e é o chefão do jogo portista.
Defour (+2) - grande actuação, fartou-se de trabalhar e perfumar o campo; saiu esgotado.
Djalma (-1) - trabalha, mas será melhor que o Cebola ou Varela?
James (+2) - magia, talento e muito trabalho, grande cruzamento para o golo; merecia marcar.
Rodríguez (+1) - nova entrada muito positiva em jogo, não poderá ser titular em vez de Djalma?
Kléber (0) - deu para marcar e pouco mais, mau era se aquela não desse golo. 
Souza (+1) - deu músculo e solidez ao meio-campo, além de frescura física.

Homem do Jogo
Hulk (+3) - Só pecou pelo penalty, está perdoado. Mais uma vez o melhor em campo, mostrou a Kléber e a Walter como se cabeceia. Grande remate no segundo golo e enorme o trabalho no terceiro, no qual serviu Kléber de bandeja. Incrível.

Otamendi deve continuar no eixo

Maicon foi seguro a defender

Hulk foi mais uma vez grande

Exibição efusiva e bem merecida

Álvaro está a voltar ao que era: enorme!

Este cepo ainda anda aqui?

Djalma bem tenta, mas...

É go-go-golo!

E não é que a nabiça ambulante também marcou?

Os três protagonistas do golo número três

Rodríguez pede a titularidade de Djalma

James é de novo o menino-prodígio

Fernando foi um gigante a defender

Defour, um dos cinco melhores em campo

Moutinho e Álvaro, outros dois 
Kléber é um suplente de luxo...

...porque só dá mesmo para isso...

Quim ficou mal na fotografia, mas só nesta

Calma, rapaziada!

A Cebola perfumou o terreno de jogo

James merecia ter marcado

Geniais 
Este remate deu um golo... Incrível!

Até Helton os finta!

Alan deu muita luta...

O corte mais espectacular de Fernando

O público já adora Defour, uma autêntica pérola

Toma lá um golinho, ó suplente

Djalma esforça-se, mas falta ali talento

Souza deu músculo e frescura ao miolo

Fernando é sempre dos mais entusiastas a festejar

Voltou o James Bond

Festa das tripas

Vem dançar kuduro samba

Olhó túnel!

Defour justifica a titularidade

James voltou à magia Méssica e ao jogão CR7ico

Maicon continua a provar competência

Festa totalmente merecida

Aqui está o "Cristiano Ronaldo da Colômbia"

Quim esteve excelente, menos no primeiro golo

Vai uma fintinha?

Este miúdo é mesmo bom!

Moutinho assinou novos passes geniais

El Bandido hace una maldade preciosa