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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Apostas e Dispensas - BENFICA

Nélson Oliveira será aposta mais consistente

Chegou a hora de Cardozo ir embora


Apostas:

  • Nélson Oliveira - o jovem prodígio português não deve ser desperdiçado; grande promessa do Benfica e até da Selecção Nacional, é um talento para Jorge Jesus moldar e tornar numa pérola das mais apetecíveis para os grandes tubarões europeus.
  • Rodrigo - o hispano-brasileiro agrada particularmente a JJ, talvez precisamente por falar as duas línguas favoritas de técnico encarnado: espanhol e "brasileiro"; apesar da crítica, é sem dúvida um jogador com um enorme futuro, pelo que deve ser aposta sólida para a próxima época.
  • Melgarejo - veio para Portugal como um perfeito desconhecido, acabou a Liga ZON Sagres como um perfeito... prodígio! 10 golos, várias assistências, fez a cabeça em água a todas as defesas sem excepção, mesmo as mais poderosas, como as do Braga, Porto, Sporting e... Benfica!
  • Kardec - penso que sempre foi injustiçado e dever-se-ia dar-lhe uma segunda oportunidade.
  • Luís Martins - se Capdevilla não conta para JJ e Emerson é tamanho flop, por que não apostar neste miúdo que já provou ter imenso talento? O jogador português deve ser valorizado.
  • David Simão - boa época ao serviço da Académica a provar que tem estofo para um grande; aposta segura para a próxima época; irá provar o seu valor?
  • Urreta - praticamente não jogou, mas todos sabemos que tem imenso valor.
  • Oblak - as exibições ao serviço do Leiria dizem tudo.
  • Mika - o rapaz já tem 20 anos e o seu futuro tem ar de ser brilhante; contudo, deixá-lo a apodrecer como 3.º guarda-redes será sentenciá-lo à caminhada de um Moreira (com todo o respeito); o futuro guardião das redes nacionais deve ser acarinhado e, mais do que isso, deve jogar - seja pelo clube-mãe ou por empréstimo a uma equipa da nossa liga ou de outra, desde que apresente condições competitivas apropriadas a um miúdo deste calibre.
  • Wass - grande época pelo Evian, de França, e convocatória para o Euro'2012; não será suficiente para voltar ao Benfica e ser uma alternativa mais que válida a Maxi Pereira?
  • Carole - ainda tem muito a provar, e até poderá ser emprestado na próxima temporada, mas por que não fazer a pré-época às ordens de Jorge Jesus? Quem sabe se ele até nem fica no plantel...
  • Airton e/ou Nuno Coelho - boas opções a Matic para a próxima temporada.
  • Matic - nas vezes em que teve de socorrer a parcela mais defensiva do miolo das águias, provou que o Benfica não deve ficar preocupado se perder Javi García; embora pareça ter mais cabedal de 8 ou mesmo médio-criativo, demonstrou estar aqui para as curvas - e para os cortes - na posição de trinco encarnado.
  • Miguel Rosa - a forma como o Benfica tem tratado este jogador de futuro brilhantemente promissor e ridícula; uma promessa do futebol português como o actual belenense não pode ser desperdiçado em clubes de divisões inferiores; é trazê-lo para cá imediatamente!
  • Marcos Rojo - o jovem lateral-esquerdo não se deu bem em ares russos e pretende relançar a sua carreira cá em Portugal. D'accord - tem qualidade e será um substituto bastante superior a Emerson, um dos grandes flops da temporada.
  • Luuk de Jong - embora seja a favor de apostar mais em Rodrigo e Nélson Oliveira em vez de trazer para cá mais um estrangeirola, a qualidade de De Jong é inegável, pelo que a sua contratação seria uma mais-valia para o campeonato português.
  • Miguel Vítor - condená-lo a quarta opção, a seguir a um tosco como o Jardel, é estragar-lhe todo o potencial; deverá ser aposta bem mais competente assim que recupere da grave lesão.
  • Roderick - está na altura de o miúdo voltar à casa-mãe; dispensem o cepo do Jardel e apostem na prata da casa, que no sector defensivo é deveras valiosa.
Dispensas:
  • Sidnei e Jardel - dois flops cujo tempo de afirmação já há muito se esgotou; mais vale apostar em jovens jogadores portugueses a continuar a segurar dois jogadores estrangeiros que nada têm a dar à defensiva benfiquista.
  • Saviola - o rapaz está desesperado por ir, deixem-no sair, coitado! Só faz número e tira oportunidades ao Rodrigo e, principalmente, ao Nélson Oliveira!
  • Emerson - hã... porque é um grandessíssimo flop?
  • Capdevilla - se não conta para Jorge Jesus, mais vale deixá-lo ir embora e acabar a carreira de forma feliz e não como eterno suplente de um jogador bem mais fraco que ele.
  • Javi García - se ele quiser ir, que vá; mas se ficar por cá... melhor ainda!
  • Gaitán - um jogador que só rende quando ouve o hino da UEFA Champions League ou entra num jogo com o FC Porto é uma maçã podre (hehe) e cria péssimo ambiente no balneário; se está assim tão desesperadinho por outras paragens, que vá; não precisamos de frustrados cá em Portugal!
  • Enzo Pérez - muito se falou do regresso dele para a posição 10 de Aimar, mas para isso já se tem Gaitán (caso fique) e Bruno César, mais jovens e melhores; dispensável.
  • Carlos Martins, Jara e Júlio César - estão felizes no Granada, onde são peças fundamentais; por que não deixá-los ficar lá, talvez até vendê-los aos espanhóis?
  • Cardozo - querido Óscar, agradecemos tudo o que fizeste pelo futebol português, foste uma estaca digna em todos os relvados do nosso campeonato, os golos que falhaste são um hino ao futebol e a lata que mostraste ao mandar calar os teus próprios adeptos foi de uma coragem assinalável; mas também há que destacar a forma brilhante como batias os livres, os poucos pénaltis que aproveitaste de todos os que tiveste à disposição para marcar, os golos fáceis que conseguiste meter lá dentro, os teus disparos super-sónicos que só paravam na baliza, aqueles golaços que marcaste quase por acaso... Foi uma relação difícil a tua, com os adeptos, não foi? Pois bem, agora podes cumprir o teu sonho de jogar no estrangeiro; se tivesse sido há dois anos atrás, terias ido por 25M€, agora será por 15. Mas o que importa é que deixaste a tua marca. Obrigado.
Outros poderão haver, quer de um lado quer do outro, mas estes são os mais importantes.

domingo, 1 de abril de 2012

A César o Que é de César, o Campeonato ao Campeão





Jornada 25. E pronto! Voltámos à ordem natural das coisas! O Porto em primeiro, o Benfica como eterno segundo, o Braga em terceiro... e o Sporting mais lá para o fundo. Digo isto sem maldade, com o espírito leve e virado para a brincadeira do comum adepto que vê a equipa do coração a jogar bem e a obter resultados. No final, o desfecho dos dois jogos foi benéfico para o FCP, que regressou à liderança após... uma semana.

Benfica 2-1 Sp. Braga
Desde cedo se sabia que o duelo iria ser interessante de se ver e muito bem disputado. Embora o Braga partisse para o jogo com ligeira vantagem pontual e anímica - primeiro lugar e duas partidas consecutivas dos seus adversários sem conhecer o sabor da vitória -, o embate seria na Luz, e na Catedral... manda o Benfica. Assim foi.
Mas ontem, a Catedral foi um Império. Regressado dos mortos, o imparável quando inspirado Nico Gaitán perfumou o relvado encarnado com o seu futebol prodigioso, a justificar o porquê do interesse dos dois rivais de Manchester. E, como no Império Romano, em que o exército suava e definhava para fazer brilhar o seu líder, o "20" da Luz jogou e encantou para fazer com que o seu (Bruno) César marcasse o golo da vitória.
Realce para a exibição irrepreensível do jovem Miguel Vítor, que apenas deixou passar Lima quando se lesionou, e para mais um jogo apagado de Rodrigo e para a falha de Artur. Capdevilla já merece maior confiança de Jesus e não é que as invenções do técnico das águias funcionaram mesmo??
Nota positiva para o Braga, que nunca desistiu e proporcionou uns minutos finais de grande futebol e emoções fortes. O golo benfiquista ao cair do pano matou os minhotos; contudo, embora o resultado seja o mais justo, os guerreiros nunca se deram por vencidos e provaram ser justos concorrentes ao título. A contenda, apesar do desfecho desta partida, vai continuar a ser a três, e prevejo que assim prossiga por mais anos - e não seria ainda mais belo ver uma luta a quatro, com o Sporting também a disputar o título?

Miguel Vítor esteve perfeito até à lesão

Bruno César marcou o golo da vitória da Águia...

...e acabou por ser herói tardio

Já contra o Chelsea, Nico tinha estado em bom plano

Os marcadores dos dois golos encarnados

FC Porto 2-0 Olhanense
Não, não foram brilhantes - longe disso. Mas pela primeira vez desde há algumas jornadas, os rapazes conseguiram assinar uma exibição deveras agradável, num jogo em que o Olhanense não se resguardou e foi também à procura da vitória, contribuindo para que o Dragão assistisse a um bom espectáculo.
Nota para a dupla de centrais formada por Maicon e Otamendi, a provarem com uma exibição impecável que a sensação de que Rolando estava a fazer uma má época não estava errada: cabo-verdiano no banco, zero golos sofridos. Não pode ser coincidência! James voltou a ser craque: aquela finta de corpo a deixar o adversário pregado ao chão, seguida da colocação perfeita da bola, demonstram-no; além do livre directo que enviou ao poste da baliza de Fabiano, que foi gigantesco. Destaque também para Hulk que, apesar de não ter marcado, assinou uma exibição aguerrida, puxando a equipa para o ataque.
É pena que Lucho renda pouco mais que uma parte inteira, pois o talento, ainda que esteja todo lá, não é explanado na sua totalidade. Mas para rendê-lo está Defour, que acabou por participar na belíssima jogada do segundo golo portista, o qual matou quaisquer aspirações algarvias em obter algum ponto.
Tornou-se ontem óbvio que Lucho não pode ser colocado a "10" e que Moutinho não pode ser o (mais que ridículo) guarda-costas de Fernando. O Polvo, sozinho, chega para elas todas, de tão grande jogador que é. E o mini-tuga torna-se enorme quando se chega à frente, emparelhado com El Comandante. Os resultados estão à vista: golo para o argentino, prémio de Homem do Jogo para o português.
Os laterais que temos são meio amalucados, é verdade, mas de grande qualidade. Sapunaru voltou à grande forma e Álvaro (desta vez mais contido para não levar um amarelo que o deixasse de fora em Braga) continua a martelar os adversários pelo seu flanco. Janko, apesar de não marcar muitos golos, é importante: uma referência na área de peso que permite aos extremos terem mais espaço e o companheiro de tabelinhas dos jogadores azuis-e-brancos. Helton é o mesmo tipo tranquilo de sempre que, quando chamado a intervir, fá-lo com serenidade e eterna competência.
Uma vitória que não oferece qualquer tipo de contestação, com os dragões a voltarem merecidamente ao primeiro lugar do campeonato, dado que têm sido os mais regulares e que, até ver, levam vantagem no confronto directo com os seus rivais ao título. Irá o Porto conquistar o título? A ver vamos.

Lucho foi o autor do primeiro golo portista

Quatro dos cinco grandes destaques dos dragões (por altura)

Hulk não marcou, mas foi dos melhores; Fabiano foi grande

Cá está outro: James marcou um bom golo e voltou a brilhar