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sábado, 1 de setembro de 2012

Supercampeões


Supertaça Espanhola. Não faço segredo do facto de ser madridista. Porém, sei admitir quando o Barcelona supera o Real Madrid. Felizmente, desta vez não foi o caso. E Ronaldo fez mais uma exibição de encher o olho, com um dos golos da sua vida - mas o grande destaque foi mesmo Pepe, num regresso que com ele, o Real é uma equipa completamente diferente.

Barcelona:

  • Baliza: Valdés fez grandes defesas, mas fica com culpas no golo de Ronaldo.
  • Defesa: Piqué e Mascherano foram um desastre, com falhas impróprias de profissionais, quanto mais de centrais de uma das duas melhores equipas do mundo. Jordi Alba mostrou ser o que sempre pensei dele: fraquinho. Adriano não é equiparável a Dani Alves e ainda por cima, fez-se expulsar com um erro estúpido; embora o polémico titular da canarinha me irrite sobremaneira (talvez o jogador que mais detesto no mundo do futebol), é sem dúvida um dos melhores laterais-direitos do mundo quando em forma; o outro nem perto chega.
  • Meio-Campo: Apenas Iniesta se mostrou à altura do desafio. De resto, desde Xavi (desaparecido) a Busquets (jogo horrível do pêndulo do Barça, notou-se bem no jogo catalão), a medular culé esteve uma desgraça.
  • Ataque: Messi marcou um golaço de falta, mas a marcação dos homens de Mourinho foi cerrada e perfeita, impedindo que criasse perigo em jogada corrida (só em bola parada é que provocou calafrios) e fazendo-o passar completamente ao lado do jogo (teve de ir buscar o jogo muito atrás, não sendo capaz de desenvolver jogadas de ataque com cabeça, tronco e membros; só empolou a grandíssima exibição de Pepe). Alexis pareceu mais preocupado em atirar-se para a piscina do que jogar e Pedro não conseguiu superar Casillas nas várias oportunidades que teve.
Real Madrid:
  • Baliza: Casillas fez grandes defesas, mas atirou-se muito tarde no golo do Barça, além de ter feito mal a barreira; como sempre, fraco nas saídas aos cruzamentos em jogadas de bola parada.
  • Defesa: Os merengues, com Pepe, são uma equipa infinitamente superior ao que são sem ele; a pressão é muito mais alta, havendo a coragem de defender a quarenta (!) metros da baliza. Sergio Ramos faz com o central luso a melhor parelha de centrais do mundo e os dois juntos são um muro. Marcelo é o melhor lateral-esquerdo do mundo e o Real com ele joga com uma alegria muito maior. Arbeloa é o elo mais fraco da equipa, mas quando esta joga como neste jogo, nem se dá pela debilidade do lateral destro. Jogo impecável de toda a defesa blanca, que logrou apenas sofrer um golo numa situação imprevisível e inevitável.
  • Meio-Campo: Xabi Alonso é um dos pêndulos da equipa e sem ele o RM não joga da mesma maneira; mais um jogo impecável do espanhol, que não sabe jogar mal. Khedira fez um jogo espantoso, sendo a mesma vassoura defensiva de sempre (essencial no esquema madridista) e arriscando-se em maravilhosas jogadas ofensivas que quase davam golo e obrigaram Valdés a defesas bem complicadas. Özil é um jogador de classe mundial, mas o que lhe sobra em talento falta-lhe em físico e sangue quente; aqui notou-se isso e, embora o alemão tenha começado excepcionalmente bem, foi perdendo chama ao longo do tempo. Nota ainda para as excelentes indicações de Luka Modric, o craque croata que acabou de aterrar em Madrid.
  • Ataque: Di María, uma unidade que costuma desequilibrar, foi desta vez o elemento mais flojo, não tendo sido visto tanto em jogo. Higuaín marcou um bom golo, mas falhou mais quatro ou cinco, não se podendo considerar a actuação do argentino positiva, já que os seus falhanços clamorosos fizeram o Real sofrer na segunda parte. Já Ronaldo é a máquina que já se sabe e El Bicho fez um golaço (aquele calcanhar foi pura poesia) e trabalhou imenso para a equipa, sendo mais uma vez decisivo para um título do Real Madrid de Mourinho (Taça do Rei, Liga e Supertaça foram ganhas graças a tentos dele contra o Barça); CR7 a provar que sim, aparece nos jogos grandes - e em grande estilo.
Homens do Jogo: Pepe e Cristiano Ronaldo


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Açorda Inglesa



Red Devils. O meu sonho a longo-prazo? Juntar diversas personalidades do futebol mundial no Manchester United, que seria certamente o mais grandioso colosso do futebol mundial. Explico já - e num texto bastante curtinho!


Primeiro Passo
Este "plano" passaria por, numa fase inicial, contratar o médio defensivo encarnado Javi García. Um médio alto e espadaúdo, bom de pés e um autêntico muro. Certamente aquilo de que o United necessita. Imaginem um duplo-pivô formado pelo espanhol e por Anderson: maravilha!


Segundo Passo
Seria depois inevitável que os red devils contratassem o prodigioso James Rodríguez, médio/avançado muito do agrado de Alex Ferguson. Fosse para a ala ou para o meio-campo, o jovem colombiano seria certamente uma mais-valia para a formação inglesa, além de ser um activo muito jovem e com um percurso longo e brilhante pela frente. O meio-campo constituído por Javi e Anderson com El Bandido à frente seria o melhor - e mais jovem - da Europa.


Terceiro Passo
Isto aconteceria já depois de Ferguson se retirar. O substituto natural? Adivinharam: José Mourinho. E, com o fenomenal técnico português, o maior talento luso de todos os tempos: Cristiano Ronaldo. Bem sei que é uma possibilidade remota, mas posso sonhar, não posso?



Quarto Passo
GANHAR A CHAMPIONS. Tão simples quanto isso.



Ibéria League



2010/2011, 2011/2012. Nas duas últimas edições da Europa, todos os finalistas saíram da Península Ibérica. Na época passada, foram três clubes portugueses e um espanhol; nesta, a façanha foi invertida. E já estamos em quinto no ranking UEFA... É obra! 

2009/2010
É como que o prelúdio de um crime, o prenúncio de algo glorioso. No primeiro ano do novo formato da segunda competição da UEFA, a nossa península teve três equipas nos quartos-de-final, com o Atlético de Madrid a bater o Valência e o Benfica a perder para o Liverpool. Os rojiblancos seriam campeões.

2010/2011
Época gloriosa para o futebol português e para um tigre colombiano chamado Radamel Falcao. Lembram-se dele, claro. Nessa época, três clubes portugueses figuraram entre os quatro semi-finalistas da Liga Europa, acompanhados do espanhol Villarreal. O Braga bateu o Benfica e o Porto afundou o Submarino Amarelo. Final 100% portuguesa, FC Porto no auge da Europa futebolística.

2011/2012
Curiosamente, este ano, os dois finalistas da edição anterior nem sequer entraram para os quartos-de-final. Porém, tivemos um digno representante no Sporting, que avançou para as meias-finais. E, em jeito de vingança pelo ano passado, três clubes espanhóis contra um português. De pouco importa: Portugal é já uma das duas potências da Liga Europa, a par da irmã Espanha. E isso é de louvar!


Sporting CP
A formação leonina atingiu já 5 meias-finais europeias, a mais recente esta época, sendo que disputará o passe para a final da Liga Europa, contra o Athletic Bilbau. A sua maior jornada europeia até hoje foi na época 2004/2005, em que os leões atingiram a final da Taça UEFA, perdendo para o CSKA de Moscovo. Já ganhou uma Taça das Taças (1963/1964), porventura o título mais importante conseguido. No seu currículo vem também a Taça Intertoto de 1968 e foi segundo na Taça Latina de 1948/1949.
Hoje em dia, os destaques por sector são Insúa e João Pereira na defesa, Matías no meio-campo e Capel e Ricky no ataque. A figura maior da equipa, e grande herói da caminhada europeia do Sporting, é o guarda-redes internacional português, Rui Patrício.


SC Braga
O Sp. Braga tem um palmarés menos rico na Europa que os outros grandes portugueses, porém já demonstrou que veio para ficar. No currículo figuram a Taça Intertoto 2008 e o segundo lugar da Liga Europa, perdida precisamente contra o co-nortenho Futebol Clube do Porto. Já em termos caseiros, a coisa muda de figura, estando o Braga na contenda pelo título nacional - a jornada que aí vem é decisiva...
Por hora, nota muito positiva para o muro Quim, na defesa Ewerthon é o grande destaque e Alan faz mossa no ataque, tal como o português Hélder Barbosa. Contudo, as grandes figuras do plantel são o goleador Lima (melhor marcador da Liga ZON Sagres) e o médio genial Hugo Viana, capitão e pilar absoluto da equipa.


SL Benfica
O Benfica tem uma história rica na Europa. Duas Taças (Ligas) dos Campeões, nas épocas 1960/1961 e 1961/1962, tendo ficado em segundo lugar por cinco vezes: 62/63, 64/65, 67/68, 87/88 e 89/90. Em segundo lugar ficaram também, por duas vezes, na corrida à Taça Intercontinental: 1961 e 1962. Em relação à Taça UEFA, foram à final na época 1982/1983, tendo também sido um dos semi-finalistas (batido pelo Braga) na época histórica de 2010/2011. Nota para o facto de o Benfica ser o clube português com mais títulos caseiros e o segundo com mais títulos nacionais e internacionais.
Artur tem-se afirmado como um grande guarda-redes, Luisão é o patrão da defesa, e as águias têm em Maxi um lateral-direito de craveira mundial. No meio-campo, Javi é um autêntico muro, e no ataque, jogadores como Gaitán, Nolito, Bruno César e Cardozo são assustadores para qualquer adversário. Porém, é no génio de Aimar que se encontra maior destaque; o argentino com pézinhos de lã é o motor criativo dos benfiquistas, sendo que, com ele em campo, o futebol encarnado parece mais perfumado.


FC Porto
O Porto é o clube naiconal com mais títulos. Em relação à Europa, tem duas Ligas dos Campeões (a primeira ainda na época em que a competição se chamava Taça dos Campeões): 1986/1987 e 2003/2004, os dois anos de maior glória na história do clube, com dois treinadores lusos: o histórico Artur Jorge e aquele que é, muito provavelmente, o melhor treinador de todos os tempos - José Mourinho. Os dragões contam também com duas vitórias na segunda competição da UEFA: 2002/2003 (ainda Taça UEFA) e 2010/2011 (já Liga Europa). Os azuis-e-brancos foram segundos na Taça das Taças de 1983/1984 e contam com uma vitória e três segundos lugares na Supertaça Europeia, respectivamente: 1987, 2003, 2004 e 2011. Atenção também para as duas Taças Intercontinentais, em 1987 e 2004, e para a não oficial Taça Ibérica, em 1935. O Porto é clube português com mais títulos a nível nacional e internacional. Destaque para André Villas-Boas, obreiro da grande época de 2010/2011, e para o grande José Mourinho, por muitos considerado o melhor treinador da história do clube.
Actualmente, Helton é fundamental na baliza, sendo Álvaro Pereira o grande destaque defensivo. Fernando, Lucho e João Moutinho compõem um meio-campo de sonho e, na frente, James Rodríguez é o jogador em melhor forma neste momento, com doze golos na Liga Portuguesa. Todavia, o grande destaque portista, estando na boca dos tubarões todos os Verões, é o Incrível Hulk, poço de potência, velocidade e muito talento.



Radamel Falcao
Destroça defesas com as suas desmarcações e tabelinhas com os companheiros, desfeita guardiões com as suas garras e disparos decisivos. É um dos melhores goleadores dos últimos tempos, sendo um dos mais grandiosos que já passaram por Portugal. Quiçá o melhor cabeceador do mundo, marcou uma época no FC Porto. El Tigre devora balizas, brindando-as com golos de todas as formas e feitios. É, indubitavelmente, o melhor nove puro da actualidade - e teria ainda maior destaque a nível mundial se estivesse num clube menos modesto que o Atleti.
O "9" colombiano é o melhor marcador de uma competição europeia numa só temporada, com 17 golos, tendo os mais marcantes dessa campanha (2010/2011) sido os quatro com que aniquilou o Villarreal na primeira-mão das meias-finais, mais o golo marcado na final da Liga Europa, frente ao Sp. Braga. Leva 26 golos em 28 jogos, com uma média de 0,92 tentos por partida. Um fenómeno!

Rossi

Soldado

Llorente

Falcao


Espanha
Nuestros hermanos são uma reconhecida potência do futebol mundial, com os seus dois maiores colossos, Real Madrid e Barcelona, a ocuparem correntemente os lugares cimeiros das melhores equipas do Mundo. Culés ou merengues, Merengues ou culés, tanto faz. São, simplesmente, as duas melhores equipas do planeta. Mas a glória na Liga Europa não está alicerçada nestes dois gigantes, mas nas equipas de segunda linha do campeonato espanhol.
Villarreal, o único espanhol nas meias-finais da prova do ano passado, e Valência, Athletic Bilbau e Atlético de Madrid, os três nolitos que cercam o nosso Sporting na fase de quatro da corrente época. 
No Villarreal, os destaques são Rossi e Nilmar, no Valência Soldado é rei, no Athletic as estrelas são Llorente e Muniain e no Atlético a figura maior é... nem mais: Radamel Falcao.
Quatro clubes que elevam o nome de Espanha - e da Península Ibérica - nas competições europeias. Os meus mais sinceros parabéns!

Mas agora... força Sporting! Força PORTUGAL!!!


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Caminho Para a Estupidificação Total

Ridículo. Absolutamente ridículo, é o que tenho a dizer sobre o despedimento de Domingos. Não sei como é que os dirigentes sportinguistas podem ser tão fracos assim e ceder às pressões de meia-centena de adeptos ranhosos mas com poder. Há seis meses, o Sporting entrara numa bifurcação; parecia estar a enveredar pela via da salvação. Neste momento, incorre no caminho para a estupidificação total.

Exemplos
Atentemos no Real Madrid. Um clube com dimensão e objectivos mil vezes maiores e mais grandiosos que o Sporting, uma pressão por parte da massa associativa muito mais esmagadora que os leões, uma equipa mais recheada de estrelas que o céu e, certamente, os lagartos. José Mourinho foi contratado para construir uma equipa - uma estrutura vencedora. Primeiro ano: humilhação frente ao Barcelona em Camp Nou, para La Liga, eliminação da Liga dos Campeões, segundo lugar a vários pontos; uma mísera Taça do Rei. Despediram-no? Não. Esta época: quase eliminou os blaugrana da Taça do Rei (perdeu com dignidade), quase ganhou a Supertaça de Espanha (merecia ter conquistado o troféu), melhor desempenho de sempre na Liga dos Campeões e ainda em competição; PRIMEIRO LUGAR A 10 PONTOS NA LIGA, PICHICHI COM 27 GOLOS EM 22 JOGOS, A CAMINHO DE BATER INÚMEROS RECORDES MUNDIAIS DE SEMPRE. Aqui está um belo exemplo.

Mourinho aguentou-se no Real Madrid!


Eu, Tu, Ele...
Ia eu hoje publicar aqui um artigo de comentário todo pipi sobre a influência de certos jogadores-chave no  jogo das suas equipas, assim como um pequeno post a elogiar a eficiência de Maicon a central e a influência da dupla Hulk-James no jogo ofensivo do FC Porto, quando li a notícia. Domingos Paciência despedido do comando técnico do Sporting. Não sou apoiante dos leões, mas até a mim a má-nova me fez arrancar os cabelos. Sá Pinto será o 37.º treinador em 30(!) anos e o sexto nos últimos três anos - isto é, o Sporting tem já uma média de dois treinadores por época nas últimas três temporadas! Vergonhoso...

2009/2010. Paulo Bento e Carlos Carvalhal
2010/2011. Paulo Sérgio e José Couceiro
2011/2012. Domingos Paciência e Ricardo Sá Pinto



Domingos
Quando o Sporting contratou Domingos, aplaudi a decisão; o ex-jogador portista tem provado ser um óptimo treinador, tendo obtido excelentes resultados em Braga e caminhando para o estrelato. Quando o Sporting contratou Domingos, pensei: "bem, talvez daqui a uma ou duas épocas ganhem o campeonato". Quando o Sporting contratou Domingos, previ uma equipa leonina fortíssima a médio/longo-prazo. Nunca agora. Nunca em apenas seis meses.
De facto, o campeonato começou mal para os verdes-e-brancos e todos concordaram com a minha visão. Porém, com aquela magnífica sequência de resultados fantásticos, os sportinguistas puseram-se a sonhar mais alto do que deviam. Imaginaram uma equipa para agora, para o imediato, que teria de ser campeã JÁ. Enganaram-se e permitiram-se desviar do verdadeiro objectivo por uma saga que não correspondia, de todo, à realidade actual da equipa e do clube em si.
Finalmente desceram à Terra com o regresso dos maus resultados e acharam que o Sporting não era assim, o Sporting era o anterior, aquele das milhentas vitórias seguidas. Domingos bem avisara que esta não era uma equipa de presente, mas sim de futuro. Contudo, o adepto leonino julgou que o problema não era da juventude da equipa: o culpado era o treinador.
Ranhosos como Costinha e outros, muitos de forma oculta, fizeram a pressão necessária para que a fraquíssima direcção cedesse e despedisse o óptimo treinador que tinha em mãos e deitasse todo o trabalho feito ao lixo. RIP Sporting...

Adeus Domingos: início da morte anunciada do Leão

Sá Pinto
Ricardo Sá Pinto, Coração de Leão. Deixem-me rir. Nunca gostei dele. Nem como jogador, nem como director desportivo nem como nada. É um homem problemático, polémico, inconsequente e demasiado independente e insolente. Um mal-educado que semeia o mau ambiente e o desconforto por onde quer que passe. Claro que era a escolha natural após os bons resultados com os júniores e pelo facto de não da prejuízo à SAD dos leões. Porém, asseguro-vos uma coisa, amigos sportinguistas: não conseguiram com o Domeingos, jamais conseguirão com Sá Pinto.

Sá Pinto não tem nervo ou discrição para um cargo assim

Franguinho Lopes e as Galinhas
O problema não era o treinador. O problema era uma equipa jovem e só agora formada. Seis meses de sobressaltos e críticas ensurdecedoras. E uma direcção fraca, muito fraca, sem qualquer força ou poder para fazer finca-pé e resistir às investidas de meia-dúzia de cretinos. Esta equipa directiva está feita em frangalhos, é uma mera sombra desbotada daquilo que poderia ter sido. Franguinho Lopes, Luís Estuque e outros palermas que tais bem podiam ter apresentado a sua demissão e ir jogar aos presidentes para outro lado, ir dar uma volta ao bilhar grande. Basicamente, deviam ter-se pirado.
Mereciam-no muito mais eles que Domingos Paciência. Porque com a perda deste excelente treinador, furtaram quaisquer hipóteses de se recomporem.
Apenas um dado positivo se retira de toda esta palhaçada: o meu Porto já tem treinador para a próxima temporada ;D um regresso há muito esperado!

Domingos com a camisola do Porto contra... o Sporting

Próxima Paragem: Liga Orangina

Metro de Lisboa - destino: Liga Orangina

Liga Orangina: ligação com linha D(esaparecimento) e Autocarros (descida de divisão). Se mudar para outro treinador ou direcção, valide novamente o título de estupidificação.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Así, Así, GANA EL MADRID!!!



Barcelona 2 - 2 Real Madrid. Ronaldo ganhou a Messi. Mourinho bateu Guardiola. O Real superou o Barça. Porém, curiosamente, quem seguiu em frente foram os catalães. Apesar de terem sido muito superiores aos culés, os merengues não conseguiram passar às meias-finais da Taça do Rei. Para o futuro, fica um campeão vestido de blanco.

Um nolito com nome de tuga
Não quero entrar em discussões em relação ao facto de o Barcelona ser constantemente levado ao colo pelos árbitros, mas a verdade é que Teixeira teve um desempenho muito negativo neste jogo. Perdoou três pénaltis ao Barça, um ao Real Madrid, esqueceu-se de expulsar Lass, esse mesmo lance tem origem numa bola cortada por um braço azulgrana, estendeu os descontos da primeira-parte mais do que devia, permitindo assim um golo fora de horas, poderia ter mostrado o vermelho a Messi por agressão a Pepe, facilitou nas rojas a Piqué e Busquets, fechou os olhos a certas faltas exageradas de Pepe, acabou o jogo antes do tempo, não permitindo a marcação de uma falta perigosa a favor dos merengues, e mandou Ramos para a calle sem razão nenhuma. Só com os pénaltis e sem o golo de Alves, o resultado final (presumindo que ambas as equipas concretizavam os castigos máximos) seria de 3-5, com vitória memorável do Real Madrid. Podemos dizer que o árbitro foi determinante para o desfecho da partida...

Gonzalo "Falhanço" Higuaín
O jogador teve duas oportunidades flagrantes nos primeiros dois (!) minutos de jogo. Não podia ter falhado. Mas falhou. Se tal não tivesse acontecido, o Barcelona sairia para o intervalo completamente esmagado. Outros falhanços vieram, mas claro que também outros colegas fraquejaram, embora de forma não tão evidente como o argentino: Ronaldo e Özil (que grandíssimo golo seria!) também tiveram a sua dose de oportunidades frustradas. Não é assim que se mata um jogo - não é assim que se vence o Barcelona...

Golaços
Os quatro golos do jogo foram enormes. Uma grande jogada de Messi a culminar no tento de Pedrito, um remate de primeira imagem de marca de Alves, uma genial finta ao guarda-redes e toque de classe para as redes de Ronaldo e um sombrero ao defesa e remate sem deixar cair a bola de Benzema. Mais ou menos merecidos, os golos foram todos bonitos. Foi a festa do Clássico, até agora o melhor embate entre os dois gigantes do futebol dos últimos tempos!

Vencedor vencido
O Real pode não ter ganho a eliminatória, mas ganhou uma equipa. Encostou o Barcelona às cordas e agigantou-se perante o grande rival, apequenando os catalães e realizando um jogo brilhante. No final, fica a grandíssima exibição blanca, o tento de classe de Ronaldo, o golaço de Benzema e a forma como a equipa de Mourinho olhou o Barcelona nos olhos e jogou tão melhor que eles. O Real Madrid pode finalmente orgulhar-se de ser grande!

Parabéns a você
Nota final: parabéns a José Mourinho, que completou 49 gloriosos anos, logo a seguir ao melhor jogo da sua equipa até então. Bonito o festejo dos seus pupilos. Força para ganhar La Liga e a Champions!

Así, Así, GANA EL MADRID!!!

sábado, 5 de novembro de 2011

O Que Falta

Equipa

Alegria

Garra

Vontade

Golos


Ambição


Felicidade

Confiança

Defesa

Meio-Campo

Ataque


Hulk

Treinador

Glória


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Champions


James e Moutinho, uma dupla brilhante

João Moutinho volta à titularidade

Hulk procura recuperar o crédito perdido

Os dragões não podem perder

James aponta à titularidade
Ok, eu não costumo (e não gosto de) deixar à vista as minhas preferências clubísticas, procurando sempre ser imparcial no que aos adversários do meu Porto dizem respeito. E agora não vou atacá-los, longe disso: espero que ambos ganhem as respectivas jornadas europeias (no caso dos leões, na Liga Europa), de modo a elevar o nome de Portugal. Contudo, a equipa em relação à qual demonstro mais preocupação é mesmo o Porto.
Vítor Pereira oscila entre o inteligente e o muito burro, Hulk entre o magnífico e o muito mau. A defesa pareceu ganhar nova solidez com Mangala (embora eu não goste absolutamente nada de Rolando) e o meio-campo não pode, simplesmente, prescindir de João Moutinho, um jogador que, sem ser vistoso, é de uma inteligência muito acima da média, uma espécie de Xavi português. E depois vem o ataque: Kléber marcou agora um golo e está confiante (especialmente com a convocatória para o Escrete), mas continua a não me agradar muito. Reitero que o Porto precisa de um ponta-de-lança a sério. E acreditem no que vos digo: Leandro Damião ainda está em cima da mesa (tenho as minhas fontes privilegiadas). Finalmente, chegam as alas: no meio-campo defensivo, não temos lateral direito: Sapunaru não tem qualidade e Fucile é demasiado irregular e intempestivo; Hulk é (praticamente) intocável no ataque, tal como Álvaro é insubstituível a defesa-esquerdo; e James? Bem, esse é simplesmente imprescindível: a dose de calma, explosividade, imprevisibilidade e criatividade de que o nosso ataque tanto carece quando está sem ele. E continuo a dizer: é a 10 que o miúdo explana melhor todas as suas qualidades.
Como nota final: falou-se do regresso de Ricardo Carvalho ao Porto. Não acredito nem tive qualquer confirmação por parte dos meus contactos. Mas que era bom, era. Metia o Rolando em metade do bolso. Porém, não acredito que o melhor central português de todos os tempos estivesse disposto a deixar o Real Madrid, nem que Mourinho esteja disposto a prescindir de um central desta qualidade. Talvez para o ano, se ganharem a Champions ;)

Ricardo Carvalho de blanco...

...e no azul-e-branco dos bons velhos tempos