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terça-feira, 18 de setembro de 2012

3.ª Jornada Europeia


Prémio Maradona - Messi saltou do banco para marcar dois golos e segurar a vitória
Prémio Mini-Tuga - Nélson Oliveira marcou um golo e foi-lhe invalidado outro legal
Prémio CR7 - Nuno Gomes o suposto encostado já marca há três golos consecutivos!
Prémio Nheco - Real Madrid quatro pontos em quatro jogos e mais uma derrota vergonhosa

Passa a haver também o prémio melhor dupla, que será intitulado Klinsmann-Völler

Prémio Klinsmann-Völler - Pastore-Ibrahimovic marcaram os dois golos da primeira vitória caseira do PSG esta época; ambos transbordam de talento e isso nota-se em campo e no jogo dos parisienses

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

1.ª Jornada Europeia

Prémio Maradona - Messi dois golos e magia por todo o estádio
Prémio Mini-Tuga - Nélson Oliveira um golaço logo na estreia a dar tranquilidade ao Deportivo; os adeptos já pedem a titularidade para o jovem luso
Prémio CR7 - Nélson Oliveira não só pelo golo, mas pelas oportunidades criadas
Prémio Nheco 1 - Real Madrid jogo desapontante do campeão espanhol
Prémio Nheco 2 - Man. United não é a perder que vão voltar ao topo do futebol inglês

domingo, 10 de junho de 2012

Afinal... Até Metemos Algum Medo!


Resumo do jogo: remates ao poste


No rescaldo da derrota com a Turquia, o jornal alemão Bild fez manchete com a seguinte declaração: "Estes portugueses não metem medo". Depois de uma derrota injusta, um empate que teria sido mais que merecido e uma ponta final que vulgarizou a toda-poderosa Selecção Alemã, os nossos adversários de hoje terão de engolir as suas palavras. Ainda assim, um resultado nada positivo para as aspirações de Portugal...


Primeira Parte
Portugal entrou bem no jogo, mas ao fim de 15/20 minutos, deixou-se dominar em demasia. Passou por alguns calafrios; porém, quis o destino que a grande oportunidade de golo da primeira parte fosse nossa: canto da direita, a bola perde-se na área e sobra para Pepe, que remata colocadíssimo... à trave!
A Alemanha tinha dominado até aí, mas nunca conseguira criar grande perigo junto da baliza lusa. Rui Patrício mostrava-se seguro entre os postes e os erros defensivos, escandalosos no embate com a Turquia, raramente apareciam e, quando isso sucedia, eram cuidadosa e eficientemente solucionados.
Contudo, a turma das quinas tinha dificuldades em fazer operar o lado ofensivo da táctica montada por Paulo Bento: esperávamos os alemães na defesa de modo eficaz, segurando-os e evitando grandes calafrios; todavia, as transições defesa-ataque teimavam em não sair bem e o passe que lançava o contra-ataque tardava em funcionar... Nas poucas vezes em que a equipa lusa trabalhou bem a esse nível, criou jogadas de grande perigo para a defensiva teutónica.
Assim, Portugal foi para o intervalo sob domínio mas com a clara consciência de que poderia marcar à Alemanha. Bastaria pressionar mais um pouco e o golo acabaria por aparecer - pensávamos nós...

Segunda Parte
A equipa de todos nós voltou das cabinas com o moral em alta e o objectivo de marcar um golos. Entrou pressionante e com mentalidade atacante; o jogo, com oportunidades de ambos os lados, jogava-se fluido e emocionante. Era um jogo partido, mas bem disputado e com um futebol bonito.
Não obstante, Portugal cedo caiu no erro de deixar que a Alemanha passasse a ter novamente o domínio do jogo. A partir do minuto 70, a ordem deveria ter sido para buscar o golo da vitória; tal não aconteceu e Mario Gómez acabou por marcar numa das únicas falhas defensivas graves da nossa formação: cruzamento da direita do ataque alemão, a bola bate no braço de Moutinho, sendo a trajectória ligeiramente desviada, e João Pereira, o mais baixo de toda a defesa, é deixado com Super Mário: o rapaz bem saltou, mas não havia mesmo maneira de lá chegar. Golo.
Paulo Bento viu-se a perder e assumiu a procura do empate: Nélson Oliveira por Postiga e Varela por (...): o extremo portista veio mexer com o jogo, agitando Portugal e guiando a Selecção na direcção do ataque desenfreado. Seguiram-se oportunidades atrás de oportunidades, a mais flagrante desperdiçada pelo próprio Silvestre, superiormente servido precisamente pelo miúdo Nélson. O ponta-de-lança encarnado também acabou por trazer à equipa, além de frescura, maior dinamismo: de facto, fez em 20 minutos mais do que Postiga fez nos restantes 70.
Bolas ao poste, golões que ficaram por marcar, perdidas incríveis... tudo aquilo a que já estamos habituados desde há anos e anos com a nossa Selecção. Não temos um matador e isso viu-se. Ronaldo serviu Nani para o falhanço, Nélson Oliveira serviu Varela para o desperdício, mais não sei quem serviu Coentrão para mais um remate infrutífero. O festival de falhaços da praxe.

Final
No fim, fica a sensação de que a derrota não foi justa, mas como quem não marca sofre, acabámos por perder por isso mesmo: falta de alguém que finalize as bolas que lhe são servidas. Deve ser frustrante para extremos com a qualidade de Ronaldo e Nani jogar com um ponta-de-lança como Postiga (sem ofensa). A táctica foi a mais correcta para travar a Alemanha e acabou por falhar apenas por duas coisas aparentemente pequenas, mas muito importantes: um erro defensivo e falta de instinto matador.
Ainda assim, tudo na mesma: teremos de ganhar o próximo jogo e pelo menos pontuar (dependendo dos outros resultados) frente à Holanda. Pela segunda vez seguida calhámos no grupo da morte numa fase final de uma grande competição (já no Mundial 2010 foi assim, mas não havia Alemanha, Holanda nem Dinamarca).
Enfim: no futebol, são 11 contra 11 e no final, ganha a Alemanha...

Portugal
Jogámos bem, faltou o golo e uma pontada de sorte.

Alemanha
Jogo com pouco brilho da Mannschaft, embora tenham ganho. Como tinha alertado Petit, os alas lusos aproveitaram os problemas da defesa deles com a velocidade, criando várias iniciativas perigosas.

Özil foi eleito MVP, mas Coentrão merecia a distinção

Pepe e Coentrão
Os melhores em campo para Portugal. Jogo impecável do central. Exibição de encher o olho, absolutamente fantástica, do lateral-esquerdo do Real Madrid, a mostrar que pode rivalizar com Marcelo no clube e que na nossa Selecção não tem rival. Logo a abrir, arrancada que deixa meia-dúza de alemães de olhos trocados; defensivamente perfeito (grande carrinho a Muller!) e ofensivamente brilhante. Jogão de Coentrão!

Ronaldo e Nani
Muito tapados, especialmente o capitão. Löw fez valer a promessa de nunca deixar Ronaldo no um-para-um com qualquer defesa alemão; quando os planos saíram furados, o craque madeirense criou imenso perigo. O extremo do Manchester United acabou por passar um pouco ao lado do jogo, à excepção de um centro-remate que ia dando um golaço (bateu na trave) e uma perdida incrível a passe de... Cristiano Ronaldo.

Ronaldo esteve sempre tapado por dois ou mais alemães

Meio-campo
Jogo irregular do miolo luso. Meireles podia ter aparecido mais, mas no geral os três elementos tiveram uma exibição positiva, especialmente a defender. No ataque, faltou o passe a desequilibrar a Selcção Alemã e a lançar  contra-ataque das quinas.

Postiga e Nélson Oliveira
O miúdo a titular ou então Hugo Almeida. Postiga fartou-se de desperdiçar boas jogadas com passes estúpidos, dribles inúteis ou outras decisões obtusas. O seu trabalho foi infrutífero, pois ao mesmo tempo que nunca conseguiu manter a bola, também não foi eficaz na tarefa de cansar os adversários. Demasiado pobre para um titular da Selecção Portuguesa.

Hummels
Este tipo ficará bem em qualquer equipa, só me lembro de ouvir o Hélder Conduto a dizer a toda a hora: "e corte de Hummels para canto!". Elegância, eficiência e muita classe, a fazer lembrar Ricardo Carvalho, mas com menos manias e mais alto.

Mario Gómez
Provou a razão de ser um dos melhores pontas-de-lança da actualidade: quando foi chamado a socorrer a sua equipa, disse "presente" e marcou um golo pleno de oportunismo, aproveitando as suas melhores características - a la goleador.

Mario Gómez foi o herói alemão

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Apostas e Dispensas - BENFICA

Nélson Oliveira será aposta mais consistente

Chegou a hora de Cardozo ir embora


Apostas:

  • Nélson Oliveira - o jovem prodígio português não deve ser desperdiçado; grande promessa do Benfica e até da Selecção Nacional, é um talento para Jorge Jesus moldar e tornar numa pérola das mais apetecíveis para os grandes tubarões europeus.
  • Rodrigo - o hispano-brasileiro agrada particularmente a JJ, talvez precisamente por falar as duas línguas favoritas de técnico encarnado: espanhol e "brasileiro"; apesar da crítica, é sem dúvida um jogador com um enorme futuro, pelo que deve ser aposta sólida para a próxima época.
  • Melgarejo - veio para Portugal como um perfeito desconhecido, acabou a Liga ZON Sagres como um perfeito... prodígio! 10 golos, várias assistências, fez a cabeça em água a todas as defesas sem excepção, mesmo as mais poderosas, como as do Braga, Porto, Sporting e... Benfica!
  • Kardec - penso que sempre foi injustiçado e dever-se-ia dar-lhe uma segunda oportunidade.
  • Luís Martins - se Capdevilla não conta para JJ e Emerson é tamanho flop, por que não apostar neste miúdo que já provou ter imenso talento? O jogador português deve ser valorizado.
  • David Simão - boa época ao serviço da Académica a provar que tem estofo para um grande; aposta segura para a próxima época; irá provar o seu valor?
  • Urreta - praticamente não jogou, mas todos sabemos que tem imenso valor.
  • Oblak - as exibições ao serviço do Leiria dizem tudo.
  • Mika - o rapaz já tem 20 anos e o seu futuro tem ar de ser brilhante; contudo, deixá-lo a apodrecer como 3.º guarda-redes será sentenciá-lo à caminhada de um Moreira (com todo o respeito); o futuro guardião das redes nacionais deve ser acarinhado e, mais do que isso, deve jogar - seja pelo clube-mãe ou por empréstimo a uma equipa da nossa liga ou de outra, desde que apresente condições competitivas apropriadas a um miúdo deste calibre.
  • Wass - grande época pelo Evian, de França, e convocatória para o Euro'2012; não será suficiente para voltar ao Benfica e ser uma alternativa mais que válida a Maxi Pereira?
  • Carole - ainda tem muito a provar, e até poderá ser emprestado na próxima temporada, mas por que não fazer a pré-época às ordens de Jorge Jesus? Quem sabe se ele até nem fica no plantel...
  • Airton e/ou Nuno Coelho - boas opções a Matic para a próxima temporada.
  • Matic - nas vezes em que teve de socorrer a parcela mais defensiva do miolo das águias, provou que o Benfica não deve ficar preocupado se perder Javi García; embora pareça ter mais cabedal de 8 ou mesmo médio-criativo, demonstrou estar aqui para as curvas - e para os cortes - na posição de trinco encarnado.
  • Miguel Rosa - a forma como o Benfica tem tratado este jogador de futuro brilhantemente promissor e ridícula; uma promessa do futebol português como o actual belenense não pode ser desperdiçado em clubes de divisões inferiores; é trazê-lo para cá imediatamente!
  • Marcos Rojo - o jovem lateral-esquerdo não se deu bem em ares russos e pretende relançar a sua carreira cá em Portugal. D'accord - tem qualidade e será um substituto bastante superior a Emerson, um dos grandes flops da temporada.
  • Luuk de Jong - embora seja a favor de apostar mais em Rodrigo e Nélson Oliveira em vez de trazer para cá mais um estrangeirola, a qualidade de De Jong é inegável, pelo que a sua contratação seria uma mais-valia para o campeonato português.
  • Miguel Vítor - condená-lo a quarta opção, a seguir a um tosco como o Jardel, é estragar-lhe todo o potencial; deverá ser aposta bem mais competente assim que recupere da grave lesão.
  • Roderick - está na altura de o miúdo voltar à casa-mãe; dispensem o cepo do Jardel e apostem na prata da casa, que no sector defensivo é deveras valiosa.
Dispensas:
  • Sidnei e Jardel - dois flops cujo tempo de afirmação já há muito se esgotou; mais vale apostar em jovens jogadores portugueses a continuar a segurar dois jogadores estrangeiros que nada têm a dar à defensiva benfiquista.
  • Saviola - o rapaz está desesperado por ir, deixem-no sair, coitado! Só faz número e tira oportunidades ao Rodrigo e, principalmente, ao Nélson Oliveira!
  • Emerson - hã... porque é um grandessíssimo flop?
  • Capdevilla - se não conta para Jorge Jesus, mais vale deixá-lo ir embora e acabar a carreira de forma feliz e não como eterno suplente de um jogador bem mais fraco que ele.
  • Javi García - se ele quiser ir, que vá; mas se ficar por cá... melhor ainda!
  • Gaitán - um jogador que só rende quando ouve o hino da UEFA Champions League ou entra num jogo com o FC Porto é uma maçã podre (hehe) e cria péssimo ambiente no balneário; se está assim tão desesperadinho por outras paragens, que vá; não precisamos de frustrados cá em Portugal!
  • Enzo Pérez - muito se falou do regresso dele para a posição 10 de Aimar, mas para isso já se tem Gaitán (caso fique) e Bruno César, mais jovens e melhores; dispensável.
  • Carlos Martins, Jara e Júlio César - estão felizes no Granada, onde são peças fundamentais; por que não deixá-los ficar lá, talvez até vendê-los aos espanhóis?
  • Cardozo - querido Óscar, agradecemos tudo o que fizeste pelo futebol português, foste uma estaca digna em todos os relvados do nosso campeonato, os golos que falhaste são um hino ao futebol e a lata que mostraste ao mandar calar os teus próprios adeptos foi de uma coragem assinalável; mas também há que destacar a forma brilhante como batias os livres, os poucos pénaltis que aproveitaste de todos os que tiveste à disposição para marcar, os golos fáceis que conseguiste meter lá dentro, os teus disparos super-sónicos que só paravam na baliza, aqueles golaços que marcaste quase por acaso... Foi uma relação difícil a tua, com os adeptos, não foi? Pois bem, agora podes cumprir o teu sonho de jogar no estrangeiro; se tivesse sido há dois anos atrás, terias ido por 25M€, agora será por 15. Mas o que importa é que deixaste a tua marca. Obrigado.
Outros poderão haver, quer de um lado quer do outro, mas estes são os mais importantes.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Nélson Oliveira

Nélson é mais promissor jovem português do momento

Penso que já se tornou pretty obvious que Nélson Oliveira é o jovem jogador português que mais me agrada de momento. Com apenas vinte anos, é já dono de um talento enorme e faro de golo digno de uma chamada à Selecção Portuguesa e acção mais regular nos jogos do Benfica. Anteontem, marcou pelo segundo jogo consecutivo a titular. Três jogos, dois golos. Bem melhor que Postilol e Hugo Alpeida (desculpem rapazes, apeteceu-me). Fica aqui o artigo d'O JOGO ;)

Nélson lapidado para o Euro'2012
FILIPE PEDRAS
Ao terceiro jogo como titular na Taça da Liga, Nélson Oliveira apontou o seu segundo golo na prova e tornou a ajudar os encarnados a vencer. O festejo valeu o desbloqueio de um jogo, mas é bem mais ampla a questão em torno do internacional sub-21: Jorge Jesus acredita ter em mãos um caso sério e até já comentou em círculos próximos que o ponta-de-lança "é terrível" do ponto de vista técnico e também da velocidade. A aposta do treinador é clara e posta diariamente em prática, a cada treino, com trabalho individualizado. É que há um projecto a médio prazo definido pela SAD para o goleador e, nesse plano, entra a presença na Selecção Nacional e a ida ao Euro'2012.
Este último cenário, sabe O JOGO, poderá nem andar assim tão longe de acontecer, ou não estivesse Paulo Bento bastante atento ao jogador encarnado. O seleccionador segue há muito a evolução do camisola 16 benfiquista - já em 2010 o via como potencial futuro seleccionado - e tem o nome do atacante na cabeça a pensar no Europeu. Paulo Bento tem natural consciência das históricas dificuldades da formação das Quinas na eleição de uma referência ofensiva e vê em Nélson Oliveira um jogador que pode acrescentar algo diferente do oferecido por jogadores como Hugo Almeida, Nuno Gomes ou Hélder Postiga. Além disso, tem trocado frequentemente impressões com Ilídio Vale (seleccionador de sub-20) e Rui Jorge (sub-21) sobre o jogador.
Até serem conhecidos os nomes dos eleitos para a competição a disputar entre Polónia e Ucrânia, porém, o jovem goleador terá de continuar a aperfeiçoar as suas qualidades. De águia ao peito, apurou O JOGO, efectua diariamente trabalho específico de finalização com o objectivo de melhorar uma das suas lacunas: o jogo aéreo. Além disso, Jorge Jesus quer ver também Nélson Oliveira aperfeiçoar o disparo com o seu pior pé, o esquerdo, na esperança de que, com estes dois itens potenciados, o mundo se renda a um ponta-de-lança diferente dos outros: rápido, forte, mas ao mesmo tempo completo na hora de abanar as redes. Além da movimentação, outro dos pontos essenciais em que Jesus mais insiste com o jogador nos treinos prende-se com a temporização do jogo; o técnico considera que Oliveira tenta cumprir quase todas as suas acções em jogo em grande velocidade e que tal não só prejudica a sua actuação como por vezes compromete a definição de lances potencialmente perigosos. A ideia é levar o jovem talento a conseguir ler melhor o jogo e segurar a bola, pois, na maioria das vezes, tal opção acabará por levá-lo a tomar uma melhor decisão.
Nos gabinetes, o presidente Luís Filipe Vieira acredita estar perante um jogador com enorme margem de progressão e para ele tem definida uma estratégia de afirmação sustentada na equipa e, espera, também na Selecção. Uma eventual chamada para o Euro'2012 poderá ser um passo de gigante rumo a um plano de valorização que se acredita poder vir ainda a render muitos milhões de euros.

Todos desejamos que Paulo Bento o chame à Selecção

"Cantona" já faz sombra a Cardozo e Rodrigo

Se Rodrigo se pode deitar na cama sabendo que é regular opção nas escolhas iniciais de Jorge Jesus, Nélson Oliveira terá um caminho mais longo a percorrer, mas também já sabe que se vai transformando numa espécie de "sombra" de Cardozo e do próprio hispano-brasileiro. As indicações dadas pelo português nas quatro linhas - e também em situação de treino, onde Jorge Jesus aprecia a sua total aplicação e vontade de aprender - têm deixado o técnico encarnado bastante agradado, a ponto de a aposta no lançamento sair reforçada na mesma medida. Apesar de, até final da época, o calendário não se afigurar muito favorável, não será de estranhar a presença cada vez mais assídua na segunda linha do miúdo apelidado "Cantona" pelos olheiros franceses que acompanharam o último Mundial de sub-20, na Colômbia. Garantido está o carinho dos adeptos benfiquistas, que rejubilam com um produto da formação.

Futura estrela portuguesa?

sábado, 21 de janeiro de 2012

Taças Tugas




FC Porto - Estoril. Num jogo bem disputado e em que o Porto dispôs de inúmeras oportunidades mas concretizou apenas uma. Bolas aos postes, para as couves ou defendidas de forma incrível pelo guarda-redes adversário, a vantagem acaba por ser magra, tendo em conta o caudal ofensivo dos dragões.

Contra o Vitória de Guimarães, há que marcar, finalizar com maior acerto, ou os azuis-e-brancos poderão estar em maus-lençóis. Ainda assim, foi um jogo interessante de se ver. Kléber voltou a demonstrar inépcia, Varela é o reforço de Inverno e James continua a ser o melhor de um grupo órfão de Hulk, juntamente com o herói de ontem, o Palito Álvaro Pereira.

Bracali: é substituto à altura de Helton;
Maicon: continua a ser aposta segura mas insuficiente para altos voos; Danilo ainda não jogou; 
Otamendi volta a impor-se,
Mangala: tem de recuperar a forma física;
Álvaro Pereiralembram-se do anúncio das pilhas Duracel? Este rapaz é assim: corre, corre, corre... e volta a ser o GRANDE Álvaro Pereira, o herói da banda esquerda, o motor da glória portista.
Souza: agradou-me muito, até deu uma perninha no ataque (para o qual tem talento, diga-se);
Moutinho: esteve bem sem estar brilhante;
Defour: esteve bastante ausente; 
Varela: ressuscitou, mas tem ainda um longo caminho a percorrer;
Kléber: esteve em campo?
James: saiu na altura em que era o grande dinamizador do ataque e quase marcava;

Cristian Rodríguez: é habilidoso, mas falta-lhe cabeça; ainda assim, abanou o jogo;
Belluschi: começa a irritar, tem pés e cabeça para muito mais;
Iturbe: o jogo correu-lhe bem e animou os adeptos com duas acções, uma de garra e a outra de talento.



Benfica - Santa Clara. Jogo algo aborrecido, com poucas ocasiões criadas, mas no qual as águias foram justas vencedoras. O grande destaque foi a estreia do jovem Nélson Oliveira no que toca aos golos, baptismo merecido pelo jogo que fez. Num desafio em que a maioria dos titulares revelaram inépcia para chegar à vitória, as substituições efectuadas revelaram-se decisivas.

O Benfica apresentou um onze recheado de suplentes, mas estes revelaram-se incapaz de superar o Santa Clara, presenteando-nos um jogo rico em péssimas recepções de bola, passes falhados e oportunidades desperdiçadas. O único da linha atacante que se salvou foi mesmo Nélson Oliveira, sempre o mais activo e inconformado, com passes de morte desaproveitados pelos colegas. Nolito foi ser o grande destaque pela forma como revolucionou o jogo.

Eduardo: jogo sem grande trabalho, ainda assim decisivo quando chamado a socorrer a equipa.
André Almeida: o talento está lá, precisa apenas de mais jogos e confiança.
Miguel Vítor: espanta-me que não ultrapasse Jardel nas escolhas de JJ, para mim seria o 3.º central.
Jardel: jogador fraquinho que se vai mantendo vivo nas opções do treinador; não comprometeu.
Capdevilla: jogo muito positivo; com a confiança do treinador, seria claramente primeira opção.
Javi García: um muro intransponível, grande jogador!
Gaitán: precisa de confiança e de ser mimado para voltar a ser o grande jogador que é;
Bruno César: jogou a 10, mas revelou enorme deficiência em inúmeros aspectos do jogo;
Matic: jogou numa das alas e convenceu, provando a sua polivalência e óbvio talento; saiu esgotado;
Saviola: tem de jogar mais, foi uma sombra de si mesmo - este não é Saviola, o craque;
Nélson Oliveira: mereceu o golo, pois foi o melhor em campo até à entrada de Nolito; talento enorme!

Witsel: marcou um golo e foi o médio que Bruno César não foi (mesmo tendo substituído Matic);
Rodrigo: entrou por Gaitán, uma nódoa, e ajudou a dinamizar o jogo;
Nolito: fez em 20 minutos o que Saviola não tinha feito em quase 70; foi claramente o melhor em campo, dando uma volta de 180º ao jogo e empurrando a equipa para a vitória; BRILHANTE.





Real Madrid - FC Barcelona. Ronaldo ganhou a Messi, Guardiola bateu Mourinho. No final, quem sorriu foram os catalães, que levam uma importante vantagem para a segunda volta, no Camp Nou. O técnico português pôs o autocarro e apresentou algumas surpresas. O treinador azulgrana manteve-se fiel a si mesmo. 

Carvalho cumpriu, provando mais uma vez ser um dos melhores centrais do Mundo. Pepe comprometeu, e de que maneira. Coentrão fez um bom jogo. Ronaldo foi o melhor jogador blanco, juntamente com Casillas. Destaque para a forma como o CR7 calou os críticos com um bom golo. Veremos se os merengues conseguem surpreender o Mundo com uma vitória no terreno do Barça, embora isso seja altamente improvável. Vamos acreditar que pode acontecer.



Não vi o jogo do Sporting, pelo que não posso comentar. Contudo, deixo aqui a minha opinião sobre o triste episódio do pénalti falhado pelo Bojinov:

Veio logo à lembrança de todos o caso de Sá Pinto e Liédson, em que o marcador oficial era o luso-brasileiro e o português se apropriou da bola e marcou ele a grande penalidade; o levezinho não festejou. Diferenças para o caso do 7 búlgaro: Sá Pinto concretizou a oportunidade; não era um lance determinate para o desfecho da partida, ao contrário da polémica mais recente; a intenção de Sá Pinto era distinta (para pior).

Assim, o que abona a favor de Bojinov (e denigre a imagem do irreverente Sá Pinto) é a intencionalidade da insubordinação. O português quis para si a responsabilidade de marcar o pénalti pela glória e orgulho pessoais; sempre foi esse o perfil dele. O búlgaro queria empurrar a equipa para a frente, levá-la a vitória, devolvê-la ao trilho dos triunfos; fazer as pazes com os adeptos, assumir-se como aposta importante, ajudar a equipa a reconciliar-se com o público. Quis carregar nos seus ombros o peso do Mundo, assumir-se como o líder que guia a equipa em direcção à luz. Falhou, mas arrependeu-se de imediatoDeve ser sancionado, como é óbvio. Mas também perdoado.

domingo, 13 de novembro de 2011

Empatar no Batatal para Ganhar em Portugal

Portugal empatou, mas sonha com o Europeu

Pepe foi o Homem do Jogo

Bósnia Herzegovina - Portugal. Apesar do caudal ofensivo, a Selecção das Quinas acabou por obter um bom resultado em terras bósnias. Pepe, Ronaldo e Coentrão, os destaques. Se jogámos assim fora e com uma horta - perdão, um relvado - daqueles, então podemos fazer um grande resultado na Luz. Força Portugal!

Onze sem surpresas
Os média anunciaram de ante-mão a titularidade de Miguel Veloso no meio-campo, pelo que a sua presença de onze não foi para mim uma surpresa. O que me surpreendeu foi a sua inclusão a médio-defensivo e o adiantamento de Raúl Meireles. Uma boa decisão, sem dúvida. E porquê? Ora, onde o médio do Génova mais rende - e tem feito boas exibições ao serviço dos italianos - é a trinco e o jogador do Chelsea ganhou maior projecção como interior-esquerdo, posição em que joga nos blues e em que jogava no Porto - e em que joga melhor. De facto, ambos fizeram um bom jogo, confirmando a boa aposta do Seleccionador Nacional.
Destaque também para o regresso à boa forma de Moutinho e para o bom registo evidenciado por Bruno Alves, assim como Partício e João Pereira. Para mim, Nani e Postiga estiveram bastante apagados, o que acabou por prejudicar a equipa - o segundo melhor jogador português da actualidade e o ponta-de-lança titular da Selecção decerto fazem falta ao grupo! Contudo, para mim, houve três melhores em campo, precisamente dois que estiveram ausentes na última convocatória.

Real Portugal
Ronaldo é incontornável. Realizou, mais uma vez, uma boa exibição, de trabalho e muito esforço combinados com o seu incrível talento, procurando balancear a equipa para o ataque. Foi ele que acordou a equipa da fase de maior tremideira defensiva, com um slalom que só pecou pelo remate frouxo - a jogada foi exemplar. Por pouco não marcou - a horta traiu-o -, mas merecia pela boa exibição. O relvado não dá grande espaço aos artistas, mas Cristiano Ronaldo contrariou todas as adversidades, respondendo a cada laser, assobiadela e grito por Messi com toques geniais, truques irrepetíveis e arrancadas brilhantes. Em termos ofensivos foi, sem dúvida, o melhor de Portugal.
Fábio Coentrão foi um regresso de peso. As duas exibições de Eliseu nos últimos compromissos de Portugal mostraram quão importante o miúdo das Caxinas é para a equipa. Impecável a defender - só errou uma vez, ao calcular mal a trajectória de uma bola aérea - e perigoso a atacar, demonstrou mais uma vez que é o melhor lateral-esquerdo português da actualidade e talvez até de sempre e sem dúvida um dos melhores do Mundo. A equipa sofre sem ele, sem o seu rigor defensivo e o pendor natural para o ataque, além do entendimento brilhante com Ronaldo. Que não se lesione outra vez.
Pepe foi, juntamente com Coentrão, o regresso mais sonante à Selecção. E provou a sua preponderância para a equipa. Uma muralha autêtica, limpou bola atrás de bola, fosse pelo chão ou pelo ar. Imperial a subir aos céus e portentoso a deslizar no tapete, foi o verdadeiro mestre da defesa portuguesa, assinando uma exibição sem mácula e absolutamente autoritária. É já um dos líderes da equipa e, tendo revelado excelente entendimento com o companheiro do eixo, é a pedra basilar do esquema defensivo das Quinas. Um dos melhores centrais do Mundo e definitivamente o melhor em campo.

A exibição
Foi com prazer assinalável que vi Portugal subir ao campo sem medo das adversidades, demonstrando enorme carácter perante um público difícil - que foi, aos poucos, perdendo a batalha com a Selecção Nacional -, um relvado inaceitável e as provocações infindáveis. Nenhum dos jogadores em risco para o segundo jogo levou amarelo, sendo de assinalar a atitude exemplar de Cristiano Ronaldo, mantendo a calma e cabeça fria e não se deixando levar pelo ambiente sufocante e de pôr os cabelos em pé. Os adversários atiravam-se ao chão e os adeptos massacravam-no, mas o capitão das Quinas manteve-se impassível, rubricando até uma exibição muito positiva. A resposta, essa, ficou-se pelo futebol evidenciado: Ronaldo deu espectáculo com passes artísticos, fintas humilhantes e truques de trocar os olhos aos adversários. Faltou o golo.
Mas Portugal inteiro evidenciou a superioridade. Dzeko foi uma sombra de si mesmo e os defesas bósnios tremiam a cada investida nacional. A toada ofensiva da equipa portuguesa manteve-se até ao fim, embora tenha passado por alguns calafrios. Tal como já traíra Ronaldo no início do segundo tempo, o relvado impediu Ibisevic de festejar o golo. Porém, que fique registado: o primeiro falhanço foi nosso, isto é, se o CR7 tivesse acertado,  a história teria sido bem diferente.
Grande exibição de Portugal (tendo em conta as condições) que faz sonhar zom uma noite de... sonho na Luz. Os adeptos que aprendam a lição com os bósnios e encham o estádio, fazendo juz ao apelido do estádio talismã do nosso ponta-de-lança: o Inferno da Luz. Até lá, bons sonhos.

Homem do Jogo: Pepe


O Comandante chefiou a defesa com primor

Hugo Almeida entrou bem no jogo

Postiga esteve particularmente faltoso

Miguel Veloso justificou a aposta do Seleccionador

João Pereira esteve em bom plano

Ronaldo respondeu aos apupos com magia

O Capitão sofreu bastantes faltas

CR7 fez um jogo bastante bom

Pepe, o Comandante

Veloso e Meireles em destaque

Faltou o golo à Selecção Portuguesa

Pepe voou acima de todos os outros

Postiga esteve perdulário

Moutinho voltou às boas exibições

João Pereira já não tem a sombra de Bosingwa

Hélder Postiga esteve muito ausente

Meireles jogou na sua posição preferida

Almeida ameaça a hegemonia de Postiga

Ronaldo massacrou a defensiva bésnia

Coentrão assinou um grande regresso

Cristiano foi um verdadeiro capitão

Faltou o golo ao líder das Quinas

Amado e odiado, Ronaldo nunca deixa de ser grande

Ronaldo batalhou com os bósnios

O meio-campo esteve coeso...

...algo que faltara nos últimos jogos

Nani esteve muito apagado

As linhas chegadas deram consistência

Cristiano, um grandíssimo jogador

Faltou sorte no remate

Ronaldo empurrou a equipa para o ataque

Um livre em que a bola não desceu a tempo

El Comandante

CR7 nunca desistiu

Ronaldo leva cada vez mais Portugal às costas

Os miúdos: Festival Lusitano
A Selecção de Sub-21 Portuguesa ultrapassou a Moldávia por categóricos 5-0, num jogo em que a primeira parte foi perfeita, com quatro(!) golos e a segunda parte mais frouxa, ainda assim com um golo. O grande destaque foi o jovem avançado benfiquista Nélson Oliveira, com dois golos nos 42 minutos que jogou. Já é tempo de Paulo Bento o chamar à Selecção, nem que seja à experiência. André Martins foi o outro grande destaque do jogo, com influência em três dos quatro golos marcados enquanto esteve em campo. Uma grande promessa para o futuro. 5-0 e as esperanças de marcar presença no Europeu reacendem-se.

Homem do Jogo: Nélson Oliveira

Lusos venceram 5-0 com dois golos deste menino

Saná marcou um dos cinco golos da noite

Nélson Oliveira bisou e foi o Homem do Jogo

Ruu Fonte marcou e foi capitão exemplar

Só faltou o golo: André Martins rubricou uma exibição excepcional
 
Cédric é o futuro lateral-direito do Sporting e de Portugal

Rui Fonte, um líder em campo

É uma festa portuguesa, com certeza

Nélson espreita um lugar nos AA

O grandioso futuro de Portugal